sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A vida é feita de escolhas...

Devem pensar que o blog está abandonado uma vez que já há imenso tempo que não escrevo nada. Não. Lembro-me constantemente de vir cá, mas por alguma razão continuo presa na minha vida, presa num dia-a-dia que não me obriga a vir cá. Utilizo-o de forma a extrair tudo o que sinto, quando desabafar com os poucos amigos que tenho já não é suficiente. Utilizo-o como forma de concluir os pensamentos que me percorrem a mente durante todo o tempo que não venho cá. Assim, já devem ter percebido que são muitos, uma vez que não escrevia há algum tempo.
Já tanto aconteceu desde o ultimo post. Não vou falar de tudo, longe disso. Vou tecer um comentário à sociedade e ao homem enquanto individual baseado na minha vida, e nos últimos acontecimentos dela. Como o titulo diz, a vida é feita de escolhas. Não só, há momentos em que nada podemos fazer, mas parece que muita gente faz desses vida. Não sei. Ultimamente tenho dado por mim a pensar quantos amigos tenho na verdade, sabem aqueles amigos que não nos falham, mesmo. Querem a verdade?! Acho que tenho um. Mas não fiquem tristes, eu não estou, porque a nossa amizade é tão pura, tão verdadeira que basta uma noite e manhã passadas com ele que me fazem esquecer de tudo o que está mal na vida. É verdade. Não sei se conhecem a sensação. Estar sentada no sofá de pele preta a olhar para ele. Ter certeza que aquela pessoa é verdadeira connosco. Sentir que dali a dez anos queremos estar na mesma situação a comentar o nosso dia. Ter conversas que mais ninguém tem. Conversas que nos fazem crescer. Conversas que não fazem sentido. Factos que se iluminam quando ditos alto. Acima de tudo respeito.
Tenho mais pessoas, muitas mais, na verdade estou rodeada de gente. Se me deixa feliz? Na verdade é me indiferente, cada vez mais. Dessa gente toda que me rodeia poucos me conhecem. Tenho mais amigos com quem posso desabafar, mas desses não tenho certeza ficarem para sempre. Eles ouvem-me, apoiam-me, fazem-me rir mas no final falta algo. O grupo a seguir são conhecidos, aqueles com quem me rio mas quase nada
sabem acerca de mim, distraem-me é verdade mas não me preenchem. Depois vêm os que se dizem amigos, querem mostrar isso a todo o custo, mas que sabemos que não passa de cinismo. Fazem uma grande festa quando estão connosco, e por trás culpam-nos pelos seus próprios erros. A esses tenho algo a dizer, podem ir-se embora, não ocupem espaço à minha volta. Cresçam.
Ultimamente existe mais uma pessoa, para alguns, filha do politicamente incorrecto, para mim, um pilar, que de forma estranha mas saborosa tem vindo a aumentar. A lidação é pouca, a confiança muita. Desabafos, magoas, piadas. Conversas banais. A verdade é que tem estado presente, sem julgamentos, nem pedidos. Obrigado por teres respondido à mensagem naquele dia.
Não posso esquecer-me... continua aqui. Não sei em que grupo se insere. Amigos. Mas os meus amigos ouvem me... As características não são iguais. Amigos, sim. Está aqui. Por quanto tempo, não sei. Conversas de sofá. Noites, manhãs. Não, a historia não se repete, porque não me faz esquecer, lembra-me! Toques. Discussões. Risos. Gritos. Beijos. Porta a fechar! Respeito. Carinho. Saudade. Olhos vendados! Acorda! - grito. Sorrio porque te vejo mexer, e penso que vais acordar. Voltas-te para o outro lado e continuas a dormir. Continuo a olhar para ti enquanto dormes. Não sei por quanto tempo. Se acordares e não me vires é porque me fui embora. Carinho. Respeito.

1 comentário:

  1. A verdade que existe permanece, inerte, conosco, presente sempre, aqui no mundo nosso.
    Sempre que te olho, vejo-te.
    sempre que penso, ouço-te.
    sempre que respiro, cheiro-te.
    Presença sempre constante sem ausencia, que prenuncia a presença que sinto, e sentes.
    Fica-mos, a luz luar, a ver, a ouvir, a cheirar, a sentir, presença nossa, e o nada que temos no vazia do nada.

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